Isabel, ferida e em choque, liga para o 112 e revela que o marido, Miguel, a atacou.
Na lua de mel no Brasil, tudo parecia perfeito. Uma mensagem ameaçadora de uma ex-namorada levanta as primeiras suspeitas sobre o passado de Miguel.
Miguel desvaloriza a mensagem e acusa Isabel de desconfiança, assumindo uma postura controladora.
Miguel humilha Isabel e flerta com uma empregada. A manipulação psicológica torna-se mais evidente.
Isabel apanha Miguel a traí-la com a empregada do hotel. Quando o confronta, ele distorce os factos e intimida-a.
Já em Lisboa, Isabel disfarça marcas de agressão enquanto mantém a aparência de normalidade perante uma amiga.
Miguel aperta o pescoço de Isabel e critica a forma como ela se maquilha para esconder as agressões.
Miguel instala uma aplicação para vigiar a localização de Isabel e agride-a por causa da roupa que veste. Isabel dirige-se à esquadra, decidida a apresentar queixa.
Na esquadra, um colega de Miguel avisa-o da presença da mulher. Miguel surge e leva-a dali à força, silenciando a tentativa de denúncia.
Isabel consegue contactar Cláudia, a ex de Miguel, e descobre que também ela foi vítima de violência. Pela primeira vez, admite que precisa de ajuda para sair da relação.
Seguindo o conselho de Cláudia, Isabel começa a reunir provas das agressões.
Isabel descobre que está grávida e ouve gravações com ameaças de morte feitas por Miguel. Decide que tem mesmo de pôr fim àquele terror.
Quando Miguel descobre que Isabel preparava uma mala para fugir, agride-a violentamente. Em legítima defesa, Isabel atinge-o com uma tesoura, matando-o.
Miguel é tratado como vítima exemplar e Isabel é acusada de homicídio premeditado. No tribunal, o ambiente revela-se hostil e enviesado contra ela.
Durante o julgamento, a defesa tenta provar o histórico de violência doméstica. A pressão institucional e a ameaça da polícia intensificam-se.
A advogada de Isabel descobre indícios de parcialidade do juiz, mas antes que o afastamento seja decidido, Isabel é detida.
Isabel é algemada e levada sob custódia. Fica em prisão preventiva.
Uma nova juíza é nomeada. Em tribunal, Isabel revela que está grávida e que matou Miguel para proteger o filho.
Na leitura da sentença, são reconhecidos os anos de violência doméstica sofridos por Isabel.
Isabel enfrenta a decisão final da justiça, consciente das consequências para si e para o bebé.