Amando Antônio Sampaio, homem de família conservadora e tradicional, Beija é vítima da cobiça de Mota, o ouvidor do rei em visita a Araxá. Depois de presenciar a morte de seu avô, Beija é raptada e levada à Vila de Paracatu, onde o ouvidor mora num belo casarão. Para vingar-se de seu algoz, enquanto ele está fora de casa, Beija serve aos homens que a desejam em troca de jóias e ouro. Chamado pelo imperador a instalar-se na corte, Mota deixa Beija, que a essa altura já juntara uma grande fortuna. Ela parte de volta a Araxá para reencontrar sua antiga paixão, Antônio.
Mas Antônio já não esperava mais por Beija. Desiludido e não compreendendo as atitudes de sua amada, ele casa-se com a doce Aninha, moça frágil e delicada que sempre o amou. Com a recusa de Antônio, Beija promete não amar a nenhum outro homem e funda a Chácara do Jatobá, um refinado bordel onde ela se transforma num mito como cortesã, escandalizando todas as famílias conservadoras de Araxá.
Em 1815 em Araxá, Beija é uma moça de beleza estonteante que é raptada por Mota, ouvidor do imperador, para tê-la como amante, deixando para trás seu grande amor, Antônio, que, ao voltar ao Brasil, acredita ter sido abandonado e se casa com Aninha por pressão de sua diabólica mãe. Após alguns anos, Mota é promovido à Corte e liberta Beija, que nesta altura já está milionária devido aos amantes que teve em troca de jóias e terras. Ela então retorna para Araxá e, desiludida com Antônio estar casado, funda um refinado bordel, onde se torna uma influente cortesã, escandalizando as mulheres e tendo o apresso dos poderosos.
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