Nesta primeira emissão, recuamos a 1971. As luzes vão para o Sindicato, o grupo de jazz rock por onde passaram Jorge Palma, Rão Kyao, Vítor Mamede, Rui Cardoso, Ricardo Levy ou João Maló, entre outros.
Hoje, o ano é 1976. A Banda do Casaco encena para a RTP um videoclip da música "Morgadinha dos Canibais", faixa de abertura do seu segundo álbum, "Coisas do Arco da Velha". Com Nuno Rodrigues, António Avelar de Pinho, Celso de Carvalho, José Campos e Sousa e Mena Amaro, este é um momento de "natação obrigatória".
Estamos em 1980. José Afonso é um dos músicos convidados para o recém-estreado programa "Sheiks com Cobertura", onde interpreta "Se Voaras Mais ao Perto". Henrique Tabot, Guilherme Inês e Júlio Pereira são os amigos que o acompanham.
José Cid grava em 1978 um dos seus álbuns mais reconhecidos a nível nacional e internacional: "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte". Inserido nas linguagens do rock progressivo, esse trabalho é hoje recordado através de "Fuga para o Espaço", num momento captado para o programa "Semibreves".
No final dos anos 50 e início dos anos 60, os conjuntos ligeiros tinham uma grande popularidade. O Conjunto de Mário Simões foi um dos que alcançou maior êxito e em 1961 encontramo-lo na RTP a interpretar ao vivo a canção "Pente p'ra Quê?", no programa "Férias de Verão".
Petrus Castrus foi um dos grupos que introduziu o rock progressivo no nosso país. Nos seus dois primeiros discos, os EP "Marasmo" e "Tudo Isto, Tudo Mais", em 1971 e 1972, mostram um som já original mas que seria apenas um prelúdio para o álbum de estreia, "Mestre", em 1973. Desse trabalho, vamos conhecer um momento captado para o programa "Bobi", em 1975.
Formado em finais dos anos 50, em Angola, por Raul Indipwo e Milo MacMahon, O Duo Ouro Negro foi, ao lado de Amália, o grande cartaz musical de Portugal nos anos 60 e 70. Hoje vamos recordá-los numa emissão de 1967 do programa "TV Clube" com a canção "Katéria".
Os Sheiks foram um dos mais populares conjuntos de pop rock dos anos 60 em Portugal. Com Carlos Mendes, Fernando Chaby, Edmundo Silva e Paulo de Carvalho na sua formação clássica, gravaram sucessos como "Tell Me Bird" ou "Missing You". O Gramofone de hoje recua a 1966 e mostra-os num ensaio captado pela RTP.
Uma das grandes divas da canção portuguesa, Maria de Lourdes Resende foi também das que gravou o reportório mais diversificado: das canções tradicionais a originais de Arlindo de Carvalho, de Joaquim Luiz Gomes ou de Nóbrega e Sousa a António Victorino d'Almeida. Hoje, o "Gramofone" traz a canção "Comboio do Douro", interpretada ao vivo no Casino Estoril, na Gala do 6º Aniversário da RTP.
José Barata Moura é igualmente conhecido pelo seu repertório para crianças e pelas canções de intervenção que escreveu. Ao longo de cerca de quinze anos, a sua atividade musical coexistiu com a de professor universitário, pelo que o "Gramofone" recorda, nesta época natalícia, uma das suas passagens pelo programa da RTP "Zip-Zip", em Dezembro de 1969, com a canção "É Natal".
O "Riso & Ritmo" foi um dos programas mais populares da década de 60 em Portugal. Fundindo humor e música, teve sempre por suporte os talentos de Armando Cortez e de Francisco Nicholson. Numa emissão especial transmitida no Natal de 1969, recordamos a última gravação na RTP da cantora Mirene Cardinalli, desaparecida pouco depois num trágico acidente de viação. A canção hoje apresentada, "Natal dos Simples", de José Afonso, conta também com as vozes solistas de Rute, de Maria do Espírito Santo e de Mafalda Sofia.
Carlos do Carmo é um dos grandes nomes da nossa música e foi recentemente agraciado com o Grammy Latino pela sua carreira. Neste "Gramofone" recuamos a 1972 para uma interpretação pouco conhecida do clássico "Eleanor Rigby", dos Beatles, gravada para o programa "Convívio Musical".
Falar de Amália Rodrigues é falar de uma cantora maior do que as modas e do que os tempos. Ao longo de cerca de seis décadas, o seu talento foi também o de instituir novas tradições. Como quando cantou a melhor poesia portuguesa, com música de um dos seus compositores de eleição: Alain Oulman. É um desses momentos que aqui recordamos no "Gramofone", com a cantiga "Partindo-se", em 1968.
Neste "Gramofone" vamos conhecer os primeiros passos da carreira de Fausto Bordalo Dias, quando as linguagens do pop rock tinham especial importância para o seu trabalho. Em 1970, é publicado o primeiro LP do músico, ainda hoje desconhecido de muitos, e do qual mostramos aqui a música "Quando um Homem Quer Partir", captada para o programa da RTP "Ensaio", de João Martins, e que depois viu a sua radiodifusão proibida na Emissora Nacional.
Desta vez, o "Gramofone" dá palco ao pop rock nacional de inícios da década de 1980. Os Street Kids, próximos da new wave e um dos grupos mais criativos desse período, chegam com um vídeo que marcou também o final da sua curta carreira: "So Far for So Long", em 1983.
David Bowie deu dois concertos em Portugal, em 1990 e em 1996. É da primeira dessas visitas que hoje trazemos ao "Gramofone", também pela primeira vez com a presença de um artista estrangeiro, o tema "Heroes" e a recordação de uma das maiores estrelas pop de sempre, aqui fica um pequeno mas emocionado tributo.
Em 1971, o Festival RTP da Canção abriu com a canção "Verde Pino", interpretada por Daphne e composta por Nuno Rodrigues, futuro fundador da Banda do Casaco. Juntos haviam integrado o quarteto Música Novarum, que em 1969 tinha vencido o Festival Pop da Costa do Sol. Ficamos agora a conhecer melhor uma página do panorama folk nacional da época.
O Quinteto Académico foi um dos grupos mais marcantes da década de 60 nacional, tendo por ele passado músicos como Pedro Osório, Jean Sarbib, Mike Sergeant ou Dany Silva. Neste "Gramofone" recordamo-los com um vídeo de 1966, gravado para o programa "Discorama", da RTP.
A partir de Paris, Luís Cília foi pioneiro na divulgação da grande poesia portuguesa logo na primeira metade da década de 60. Com uma obra vasta, diversa e em grande medida por descobrir, o "Gramofone" traz hoje uma interpretação da canção "Sou Barco", popularizada também por Adriano Correia de Oliveira, e aqui gravada para a RTP em 1981.
Jorge Palma é um dos nomes mais aclamados da música portuguesa e este "Gramofone" recorda-o com a sua mais antiga apresentação a solo guardada no Arquivo da RTP. Em Julho de 1975, no programa "Bóbi", o cantautor trouxe consigo várias canções do primeiro álbum, "Com uma Viagem na Palma da Mão", que sairia daí a dois meses. A escolhida hoje é "Monólogo de um Cidadão Frustrado".
Dias depois do 70º aniversário da cantora, Tonicha está no "Gramofone" com um dos vários momentos menos conhecidos da sua carreira. No programa "Um Dia com...", em 1971, a RTP capta-a em estúdio, ao lado de Thilo Krasmann, a interpretar "La Mansarde", um original de José Cid.
Os Trovante são um dos grupo mais celebrados da nossa música e neste Gramofone viajamos até ao início do seu percurso. Em 1978, a RTP apresenta-os no programa "Festa da Música" com a canção "Hoje", uma das que integra o primeiro álbum do grupo - "Chão Nosso".
Com o alemão Thilo Krasmannm, radicado em Portugal desde os anos 50 até à sua morte, o Thilo's Combo foi um dos grupos que soube trazer modernidade à pop nacional da década de 60. O "Gramofone" de hoje traz um momento relativo a uma das suas várias passagens pela RTP, com uma versão de "A Taste of Honey", popularizado por Herb Alpert, em 1965.
Em 1969, deslocam-se a Lisboa os brasileiros Mutantes, com Rita Lee e os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, e a RTP capta-os para o programa "Discorama". Arautos do tropicalismo, são assim os segundos artistas estrangeiros a passar aqui no "Gramofone". A música que apresentamos é "Caminhante Noturno", do álbum "Mutantes".
Rui de Mascarenhas é, hoje, o cantor em destaque no "Gramofone". Com uma carreira de mais de três décadas, dentro e fora de Portugal, e com um reportório bem diverso, tanto interpretou clássicos da canção ligeira, como "Encontro às Dez" ou "Pauliteiros do Douro" (a canção que hoje recordamos), como trabalhou com Jorge Palma ou cantou reportório de José Afonso.
Um dos grupos definidores do rock em Portugal, o Quarteto 1111 está neste "Gramofone" com um momento captado para o programa "Discorama", em 1967. Apenas um mês depois da edição do disco de estreia, o EP "A Lenda de El-Rei D. Sebastião", o grupo apresenta-se na sua garagem-estúdio a interpretar outro original, "Os Faunos", também da autoria de José Cid.
Quando o denominado "boom" do rock em Portugal aconteceu, no Verão de 1980, um dos dois nomes desatacados foi o dos UHF. Com um primeiro registo editado em 1979, hoje o "Gramofone" mostra-os em "Noites Lisboetas", tema de abertura do miniálbum "Estou de Passagem", de 1982. O videoclip foi feito para o programa "Vivámusica" e faz-nos recuar 34 anos na escrita de António Manuel Ribeiro, aqui ainda ao lado da primeira formação clássica do grupo.
O "Gramofone" de hoje recorda um músico que teve uma curta carreira: Daniel, hoje conhecido como autor de livros infanto-juvenis com o nome Daniel Marques Ferreira. Na reta final dos anos 60, a sua música ia beber à folk americana, passando também pelo rock ou pela canção de protesto. Em 1969, canta no Festival RTP da Canção "Os Fios da Esperança", da autoria de Fernando Vieira e de Fernando Potier, e é esse o momento que aqui mostramos.
Hoje voltamos ao fado aqui no "Gramofone", com um vídeo gravado para o programa "Pifelim", em 1975. José Manuel Osório, um dos novos nomes do género que se começara a destacar em final da década de 60, canta "Romance" de Manuel Domingos Louzeiro, com texto de António Aleixo, e que havia gravado em disco cinco anos antes.
Nascido no País Basco, em Espanha, Shegundo Galarza veio para Portugal em final dos anos 40 e é cá que constrói a sua carreira musical. Com um dos percursos discográficos mais extensos do meio musical nacional, distinguiu-se como pianista, arranjador, maestro e compositor, tendo fundado em meados da década de 50 o conjunto com o seu nome. Este "Gramofone" recorda-o com um original do próprio músico, "Fado Rossio", gravado para a RTP em 1963.
Em 1968, o grupo Os Rocks, onde cantava Eduardo Nascimento, alista nas suas fileiras o músico Paul Connor. Nascido em Aruba, tinha-se sagrado localmente Rei do Calipso, em 1964. Entre nós, começa a sua carreira como cantor a solo e compõe para outros músicos e grupos portugueses. Em 1972, é um dos biografados pela RTP na série "Um Dia com...", de onde vem esta gravação da canção "Nobody Loves Me".
Apesar de nas últimas três décadas associarmos a música de Goa às festas psicadélicas e ao género Goa Trance, na altura em que este território fazia parte do Estado Português da Índia vários foram os artistas a gravar música próxima das tradições locais e em língua concani. Loyola Orsino foi um desses nomes, e em 1968 viu editado o seu único disco, um EP, pela etiqueta Tecla, do maestro Jorge Costa Pinto. Um ano antes, apresentava-se na RTP, com a canção "Chendri Mama Miola", momento que trazemos a este "Gramofone".
A partir de Coimbra, Adriano Correia de Oliveira surgiu no nosso panorama musical no início dos anos 60, logo depois de José Afonso ter aberto um novo caminho. "Trova do Vento Que Passa" é ainda hoje o seu momento mais recordado, mas a obra de Adriano é bem vasta e rica. De 1967, trouxemos a canção "Margem Sul", aqui apresentada num momento gravado para o programa "Pifelim", em 1975.
Um dos projetos mais radicais a surgir nas franjas da indústria musical portuguesa da década de 80 deu pelo nome de Ocaso Épico. Apesar de só terem deixado dois trabalhos em formato longa-duração, garantiram o seu lugar na história também devido ao talento aglutinador do seu líder, Farinha Master. Nada há a temer, mas a música de hoje no "Gramofone" chama-se "Adamastor"!
A nossa música de inspiração soul e rhythm'n'blues conheceu em Sérgio & Madi duas grandes vozes, com uma carreia de destaque ao longo da década de 70. Oriundos de Moçambique e da África do Sul, respetivamente, trabalharam com nomes como José Cid, Tozé Brito, António Sala ou com o maestro Fernando Correia Martins. Neste "Gramofone", com imagens de 1971, Sérgio & Madi interpretam um clássico associado ao reportório de Ray Charles: "Here We Go Again".
Paulo de Carvalho é uma das vozes mais conhecidas e aplaudidas da música portuguesa e está hoje aqui em destaque no "Gramofone". Num momento captado pela RTP em 1970, para o programa "Ensaio", surge ao lado do conjunto Fluido, que fundara em 1969, e com quem grava três discos. "The Day of the Angels" faz parte do último destes trabalhos, em 1970. Em paralelo, Paulo de Carvalho começa a sua carreira a solo, que conta já com mais de 45 anos.
Apesar de a sua passagem física pelo panorama musical nacional ter sido meteórica (durou apenas dois anos), o legado de António Variações é incomensurável e bem transversal. "Estou Além", o tema em destaque neste "Gramofone", dava título ao seu primeiro disco, publicado então em formato single e maxi-single. No lado B, estava um "Povo Que Lavas no Rio" mergulhado em sintetizadores, desde logo um sinal claro da sua inquietude e perfeito espírito pop.
Os Jotta Herre, com origens no Porto e por onde passaram Jean Sarbib, Carlos Pinto ou Vitorino Salomé, são mais conhecidos por terem gravado uma composição original de Paul McCartney, "Penina", oferecida pelo Beatle ao grupo no hotel homónimo no Algarve, em 1968. Já em 1970, a RTP capta-os em estúdio, a meio das sessões de gravação de um segundo disco, que permaneceria inédito - é esse o momento em destaque neste "Gramofone".
Nascida no Canadá, Sheila Charlesworth estabelece-se em Portugal depois do 25 de Abril, ao lado do seu então marido Sérgio Godinho. Com várias participações em trabalhos de outros músicos, Shila - nome artístico que adota - grava ainda dois álbuns a solo, pertencendo este popular "Todos Me Querem" ao alinhamento do segundo, "Lenga-Lengas e Segredos", editado em 1979.
Nos primórdios do rock em Portugal, os "Conchas" - Fernando e José Manuel Concha - escreveram o seu nome a ouro, ao vencerem, ao lado de Daniel Bacelar, o concurso radiofónico "Caloiros da Canção", em 1960. A publicação de um EP com o mesmo nome permite-lhes iniciar uma carreira de enorme sucesso como duo, que duraria até 1963. "Quero o Teu Amor", tema em destaque neste "Gramofone", é uma versão de "Should We Tell Him", dos Everly Brothers, e mostra os Conchas em 1961.
Vitorino Salomé Vieira é o nome completo daquele a quem nos habituámos a conhecer apenas como Vitorino. Nascido na vila alentejana de Redondo, grava em 1975 o seu primeiro álbum, "Semear Salsa ao Reguinho". Quatro anos depois, é convidado de Teresa Silva Carvalho num concerto desta cantora no Teatro Villaret, onde interpreta o então inédito "Os Homens do Largo". É esse o momento aqui recordado neste "Gramofone".
Vários foram os cantautores que surgiram na reta final da década de 60. Um deles está em destaque neste "Gramofone": Vieira da Silva. Natural de Ílhavo, grava três discos a solo antes de Abril, pela mão da editora Riso & Ritmo. Numa emissão do programa com o mesmo nome, registada em Dezembro de 1969, apresenta-se só com a sua guitarra em "Porque É Urgente Cantar". Depois de 1974, assume ainda a direção da histórica revista "Mundo da Canção" e trabalha em parceria com José Cid. Hoje, mostramo-lo mesmo no início da sua carreira.
Entre 1975 e 1976, Miguel Graça Moura apresentou na RTP o programa "Pauta Livre", onde abordava vários conceitos musicais, apresentando exemplos concretos dos mesmos. Assim, numa emissão subordinada ao tema "A Improvisação", o ex-teclista dos Pop Five Music Incorporated e dos Smoog juntou-se a Carlos Zíngaro, Rui Cardoso ou Álvaro Azevedo, entre outros, para uma extensa viagem pelos terrenos do jazz rock, recordada neste "Gramofone".
Manuela Moura Guedes é conhecida de todos como jornalista, ainda que alguns lembrem também a sua carreira política. Menos a recordarão como cantora e, quando isso acontece, é o inevitável "Foram Cardos, Foram Prosas", de 1981, que vem à liça. Mas a sua carreira musical não se resume de forma nenhuma a essa canção. Neste "Gramofone" trazemos um momento gravado pela RTP, em 1983, para o programa "Venha Tomar Café Connosco", em que Manuela Moura Guedes é acompanhada por músicos de eleição em "Violetango", um dos temas do seu único álbum a solo.
É impossível falar de canção em Portugal sem falar no nome de Simone de Oliveira. Com uma carreira iniciada na segunda metade dos anos 50, o seu talento e força interpretativa prenderam já várias gerações de ouvintes e de compositores. Neste "Gramofone" recordamos um momento captado, em 1962, para o programa "TV Clube", em que a cantora interpreta "Fim de Romance", com acompanhamento do Conjunto de Mário Simões.
Um dos nomes do fado a surgir na segunda metade da década de 60 é o de João Braga. À beira de comemorar cinquenta anos de gravações discográficas, é ele o artista em destaque neste "Gramofone". No programa "Fado Vadio", em 1979, a RTP regista a sua interpretação de "Praia Perdida", com acompanhamento de grandes guitarristas do nosso fado.
Neste "Gramofone" alusivo ao Natal, trazemos uma pequena canção de Fernando Lopes-Graça: "O Menino da Bandeirinha Vermelha", proveniente do ciclo "Presente de Natal para as Crianças". Com interpretação de um grupo de crianças da Parede, conta com direção do próprio compositor, um dos mais importantes do séc. XX em Portugal.
À beira de 2017, o "Gramofone" recua 39 anos e traz "Ano Novo, Vida Nova", um dos temas defendidos pelos Gemini no Festival RTP da Canção de 1978. Quarteto vocal à imagem dos suecos ABBA, com Fátima Padinha, Mike Sergeant, Teresa Miguel e Tozé Brito, acabam por vencer a edição desse ano do certame com outra canção, "Dai-Li-Dou".
De novo em terrenos internacionais, este "Gramofone" traz um momento captado ao vivo em Alcobaça, em pleno Verão Quente, pelos espanhóis Aguaviva. Popularizados pela canção "Poetas Andaluces", durante o seu percurso de uma década gravaram sete álbuns em que a grande poesia teve sempre a primeira palavra. Como aqui, com o texto de origem popular africana "El Niño Ha Muerto", posto em música por Manolo Díaz.
Um dos grupos mais populares de meados da década de 60, na área das linguagens pop rock, foi sem dúvida os Ekos. "Esquece", uma versão de "Hold Me", do americano P. J. Proby, é um dos temas do seu reportório que marcou uma geração, mas hoje recordamos aqui no "Gramofone" um original que não lhe ficou decerto atrás: "Lamento aos Céus".
Quatro meses depois do 25 de Abril, José Jorge Letria dizia e cantava "A Vitória é Difícil - Mas é Nossa". A canção surge também num single editado pela Orfeu, de Arnaldo Trindade, com arranjos de José Calvário e Samuel e Luísa Basto como convidados. Esta última está também neste "Gramofone", com imagens captadas pela RTP nesse Verão de 1974 e onde o acompanhamento coube ao guitarrista Fernando Alvim.
O Conjunto António Mafra foi um dos mais populares conjuntos típicos portugueses de todos os tempos. Formado em 1955, durou mais de cinco décadas, sempre com base nas letras acutilantes e plenas de humor. Hoje, no "Gramofone", viajamos até 1965, para revisitar um dos vários clássicos do grupo: "Sete e Pico".
Originários dos Açores, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo fizeram dupla na música e na vida entre inícios dos anos 70 e inícios da década seguinte. Hoje, o "Gramofone" recorda o videoclip de "Eu Deixei a Minha Terra", de 1979, onde surge a filha do casal, a futura cantora e atriz Lúcia Moniz.
Atrizes cantoras sempre as houve e haverá, mas hoje o "Gramofone" traz uma bem popular: Florbela Queiroz. No teatro, na revista à portuguesa, no cinema ou na TV, o seu nome começou a brilhar ainda em jovem. Quando decide lançar-se como cantora, em 1966, Florbela diz "Eu Sou a Mesma" - e é essa a canção que abre o seu primeiro disco.
Originários do Porto, os Pop Five Music Incorporated agruparam músicos como Tozé Brito, Miguel Graça Moura, Álvaro Azevedo ou Paulo Godinho. Em 1969, com o seu único LP,"A Peça", fazem história na nossa música com o primeiro álbum de estúdio de um grupo de pop rock nacional. Mas "Page One", de 1970, é talvez a sua composição mais conhecida e é esse o momento que revisitamos neste "Gramofone".
"A Cantar é Que Te Deixas Levar" é uma canção que todos associamos ao reportório de Camané. Os mais atentos saberão talvez que tem letra de Manuela de Freitas e música de José Mário Branco. Neste "Gramofone", vamos vê-la num raro documento a cores de 1979, cantada pelo próprio compositor e com outros elementos da companhia Teatro do Mundo.
O "Zip-Zip" foi essencial para dar voz a uma geração de cantautores mas trouxe também à ribalta nomes ligados ao reportório folk e rock da época. Foi esse o caso do grupo Música Novarum, onde se destacou desde logo o talento como compositor de Nuno Rodrigues, e que se apresenta por duas vezes ao vivo no programa da RTP. A canção "Temporal no Monte", que hoje o "Gramofone" apresenta, foi gravada na segunda prestação, em Dezembro de 1969.
Lena d'Água é uma das primeiras mulheres no nosso panorama rock e aquela que então obtém maior reconhecimento na área, como vocalista dos Beatnicks. "O Nosso Livro", de que veremos o videoclip neste "Gramofone", é o tema que dá nome ao seu single de estreia a solo, em 1979, e tinha um poema de Florbela Espanca musicado por Luís Pedro Fonseca - com quem Lena estaria depois no "Salada de Frutas".
Na altura das comemorações dos 60 anos da RTP, o "Gramofone" recua a 1962 e à gala que então celebrou o 5º aniversário da Televisão Pública. No Hotel Tivoli, em Lisboa, desfilaram então vários artistas, entre eles o conjunto vocal 4 de Espadas, de onde saiu o cantor Paulo Alexandre. "Quero as Estrelas", que não chegam a gravar em disco, é a canção aqui em destaque.
Um dos grupos mais reconhecidos no seio do psicadelismo em Portugal são os Chinchilas. Liderados por Filipe Mendes - hoje mais conhecido como Phil Mendrix - os Chinchilas participaram em festivais de música dentro e fora do país. Em 1970, ano em que este "Gramofone" os apanha, levaram a música "Dom João" a Palma de Maiorca, e o grupo contava com Luís Pedro Fonseca e Guilherme Inês (ambos mais tarde dos Salada de Frutas) entre dos seus membros.
A RTP manteve vários programas de intercâmbio com o Brasil. Num deles, "Dó Lá Si", foi captado em Janeiro de 1974 um concerto do grupo Secos & Molhados. Neste "Gramofone", trazemos assim um dos vários clássicos do popular trio formado por Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad: "Rosa de Hiroshima", com poema de Vinicius de Moraes.
Max, nascido na Madeira, foi um dos nomes mais completos do meio artístico nacional dos anos 40 a 70, ao escrever e interpretar as suas canções. Distinguindo-se tanto no fado como na canção ligeira, como ainda nas suas imitações de vozes e de instrumentos, Max está neste "Gramofone" com "Chá-chá-chá em Lisboa", uma composição com letra de Artur Ribeiro e música do maestro Ferrer Trindade, captada em 1959 para um programa da RTP.
Do leque de cantautores revelados no final da década de 60, Manuel Freire foi um dos cantores que tem deixado o seu nome bem vincado nas páginas da nossa música. Privilegiando a palavra dos poeta, como António Gedeão ou José Saramago, hoje o "Gramofone" recorda-o num momento pouco visto, em 1978, com a música "Que Faço Aqui?", escrita para uma peça de teatro e captada pela RTP.
Vinda de Coimbra, a Brigada Victor Jara é neste momento a instituição maior no que concerne aos projetos de recriação do nosso cancioneiro tradicional. A caminho das quatro décadas e meia de história, ainda em 2015 viram toda a sua obra reunida na caixa "Ó Brigada". Aqui, o ano é 1985, e encontramo-los ao vivo na RTP com a "Cantiga Bailada".
Tendo começado a sua carreira ainda nos anos 50, Paula Ribas é uma das vozes da década seguinte que mais grava, nomeadamente no campo dos novos ritmos pop juvenis. Entre originais e versões, o "Gramofone" de hoje mostra a cantora em "Me lo Dijo Pérez", um original do espanhol Alberto Cortez, captado ao vivo em 1966.
Se na realidade o rock chegou a Portugal ainda em finais da década de 50, os Arte & Ofício, fundados no Porto em 1975, foram um dos grupos que mais contribuiu para a afirmação de uma verdadeira cultura do género entre nós. No "Gramofone" de hoje, a música é "Come Hear the Band", editada originalmente em maxi-single em 1978.
Neste "Gramofone" viaja-se até terras de Angola, através da música de Vum Vum. De "Muzangola", o seu primeiro disco, editado em 1969, mostramos "Monami Zeca", captado ao vivo pela RTP dois anos depois e contando com as colaborações dos músicos Wilson Vasconcelos e Luís N´Gambi.
"Madrugada" foi a primeira canção vencedora do Festival RTP da Canção após o 25 de Abril de 1974. Cantada por um militar, Duarte Mendes, foi escrita por um grande arquiteto da nossa música: José Luís Tinoco. O "Gramofone" de hoje traz o videoclip original, feito pela RTP para promover a canção.
José Medeiros é um dos nomes mais conhecidos da música vinda dos Açores. Em 1978, com "Pedrada no Charco", chega o seu primeiro momento a solo, bem diferente das viagens por paisagens mais tradicionais a que nos acostumou a partir da década seguinte, sem esquecer, naturalmente, as inúmeras produções televisivas que assinou, como "Xailes Negros" ou "Mau Tempo no Canal".
Depois da vitória de "Amar pelos Dois" no Festival da Eurovisão, os arranjos musicais com sabor a jazz estão na ordem do dia. No caso deste "Gramofone", o termo não poderia ser mais pertinente: por um lado, temos Teresa Paula Brito, cantora apaixonada pelo género, e por outro José Duarte, também como cantor, mas mais conhecido como autor do histórico programa de rádio "5 Minutos de Jazz". Juntos formaram, em 1967, os Strollers, que aqui em "Chevrolet" têm o acompanhamento do conjunto Rueda + 4.
Um dos grupos que mais passou pelo Festival da Canção foram as Doce: em 1980, ano deste "Gramofone", com a canção também chamada "Doce", seguida em 1981 de "Ali Babá", em 1982 da vitoriosa "Bem Bom" e, em 1984, de "O Barquinho da Esperança". Mas a carreira do grupo foi bem mais além do popular evento e as Doce foram um dos nomes a abrilhantar o programa das eleições legislativas de 1980, onde cantaram "OK KO", que hoje recordamos.
A História do Rock em Portugal teve muitos casos de grupos que, apesar de até terem obtido algum protagonismo, não chegariam a gravar nenhum disco. Foi esse o caso do grupo Elo, que se formou em meados da década de 70, e por onde passou Franjas (ex-Steamers) ou Carlos Alcântara (futuro membro dos Ferro & Fogo). Em 1977, no programa "Ligeiríssimo", apresentam ao vivo o original "Estamos Fartos de Tretas".
Depois de em Fevereiro ter celebrado 80 anos de uma vida em que o Fado teve sempre o papel principal, Fernanda Maria está hoje aqui no "Gramofone" com um momento captado pela RTP em 1969. "Rosa Enjeitada", um dos muitos clássicos de Raul Ferrão, conheceu imensas versões ao longo das últimas décadas, e surge aqui num programa dedicado à música do prolífico compositor.
Com um único disco editado, os Jets são um dos grupos lendários da década de 60 em Portugal. A estética psicadélica imperava tanto na capa do EP como no tema que aqui trazemos hoje ao "Gramofone" - "Let Me Live My Life", da autoria do teclista João Vidal de Abreu. Na bateria, estava o futuro jornalista e escritor João Alves da Costa, além dos guitarristas Ricardo Levy e Júlio Gomes, que depois formariam o grupo Sindicato, e ainda o baixista Mário Augusto, já desaparecido.
Falar dos Xutos & Pontapés é falar de uma das bandas mais aclamadas da história da nossa música, e que conta já mais de 38 anos de percurso. No "Gramofone" de hoje, recuamos a 1983, para assistir a uma prestação do grupo nas comemorações do 1º de Maio. "Tão Longe de Ti", uma música da autoria de Zé Leonel, é aqui tocada pelos quatro Xutos de então: Tim, Zé Pedro, Kalú e Francis.
Para abrir esta nova temporada do "Gramofone", trazemos dois nomes bem versáteis: por um lado, o cantor e pianista Hélder Martins; por outro, o baterista e maestro Jorge Costa Pinto. Desaparecido prematuramente o primeiro há já quase 40 anos, continua este último a transmitir a sua experiência e conhecimento a gerações de novos músicos e ouvintes, também aqui na nossa Antena 2.
Na história do rock em Portugal, os Ferro & Fogo são um dos grupos há mais tempo no ativo, com mais de 40 anos de percurso. Hoje, visitamos o início do grupo, com a música "Timor", de 1977, onde encontramos o vocalista João Seixas (ex-membro dos Petrus Castrus) ou o baixista Alfredo Azinheira (ex-Chinchilas e futuro membro dos Nevada, vencedores do Festival da Canção de 1987). "Timor" terá sido, talvez, a primeira composição dedicada ao território então recentemente invadido pela Indonésia.
Dona de uma das obras discográficas mais extensas no nosso panorama musical, o nome de Maria Pereira dirá pouco às novas gerações. Neste momento de 1966, resgatado do Arquivo RTP, apresentamos a cantora a interpretar o tradicional fado da Idanha, com acompanhamento de dois músicos de primeira craveira: Jaime Santos e Paquito.
Mafalda Veiga é uma das mais reconhecidas cantautoras da Música Portuguesa e o "Gramofone" desta semana recorda-a com um momento ao vivo na RTP captado há exatamente 30 anos, em que interpreta "O Menino da Sua Mãe", composto a partir de um poema de Fernando Pessoa e inserto no 1º álbum da cantora.
"Canção de Madrugar", segunda classificada no Festival da Canção de 1970, é sem dúvida o momento mais recordado da curta carreira musical de Hugo Maia de Loureiro. No entanto, hoje o "Gramofone" recua ainda um pouco mais, para mostrar a apresentação deste cantor no último programa "Zip-Zip", em Dezembro de 1969, com o seu original "Faina".
A voz de Né Ladeiras é um dos tesouros da nossa Música, com os primeiros passos dados ainda na década de 70, ao lado da Brigada Victor Jara e dos Trovante. Logo depois da passagem pela Banda do Casaco, estreia-se a solo numa carreira que tem em "Outras Vidas", de 2016, o sua expressão mais recente. Hoje o "Gramofone" viaja até 1989, ano daquele que é, porventura, o seu álbum menos recordado, "Corsária", para mostrar Né Ladeiras ao vivo na RTP com a canção "Cruz".
Se o rock em Portugal tem a sua carta de alforria em Outubro de 1960, com a edição do histórico EP "Caloiros da Canção 1"(Os Conchas & Daniel Bacelar), é bem digno de realce que nesse mesmo ano a cantora Zurita de Oliveira, irmã do ator Camilo de Oliveira, já com carreira feita, surja no mercado como autora de uma música chamada "O Bonitão do Rock". Pouco conhecida atualmente, esta voz dos anos 50 é recordada neste "Gramofone" através de um raro momento emitido nos primeiros dias da nova década de 60, com a canção brasileira "O Namoro da Vovó".
Mesmo no final da década de 60, é publicado o primeiro álbum de originais na área do pop rock nacional. Chama-se "Epopeia" e a edição de então era um luxuoso artefacto, com uma capa que se desdobrava duas vezes, fazendo jus à originalidade da música. O grupo que o assina deu pelo nome de Filarmónica Fraude e aliava a verve irónica dos textos de António Avelar de Pinho à música de Luís Linhares, dois nomes que estariam depois ligados de formas diferentes à Banda do Casaco. Hoje, no "Gramofone", é altura de entrarmos em 1970, com o videoclip da canção "Na Ilha Virgem", uma das incluídas nesse histórico primeiro e único álbum da Filarmónica Fraude.
Entre as cançonetistas que mais se destacaram nas décadas de 60 e 70, a voz grave de Maria da Glória merece neste "Gramofone" uma justa referência. "Folhas Verdes", de António de Sousa Freitas e Carlos Canelhas, foi o tema com que concorreu ao Festival RTP da Canção de 1970, mas é apenas um dos muitos momentos de uma carreira na qual Maria da Glória tanto ousou cantar Nóbrega e Sousa como Luís Cília.
Logo na sequência do 25 de Abril de 1974, Georges Moustaki apresenta-se ao vivo em Portugal. O "Gramofone" vai assim até esse momento captado ao vivo no Teatro Maria Matos, em Lisboa, para mostrar a adaptação que o francês faz do "Fado Tropical", de Chico Buarque, e que tão popular se tornou então.
"Apadrinhada" por David Mourão-Ferreira, de quem chegou a ser aluna, Rita Olivaes foi uma das poucas vozes femininas a despontar como cantautora na reta final da década de 60. Com apenas quatro discos editados como intérprete, tornar-se-ia mais conhecida como compositora, tendo João Braga, António Mourão ou António Sala cantado temas seus. Hoje no "Gramofone" recordamos "João dos Jornais", de 1970, um dos temas em que a denúncia social fica bem patente.
Com Armando Gama e Kris Kopke, "Até Qu'Enfim" mostra-nos o duo Sarabanda numa canção que acabou por permanecer inédita em disco e para a qual a RTP filmou, em 1978, um divertido videoclip. Saído dos Tantra, Gama conhece aqui um segundo momento em grupo, antes de se iniciar numa carreira a solo que o levaria à vitória no Festival da Canção de 1983, com "Esta Balada Que Te Dou".
Hoje o Gramofone passeia-se por terras de Espanha, em termos musicais - mas com uma gravação feita em Portugal. São os Nuestro Pequeño Mundo, donos de uma obra vasta na recuperação das tradições populares, e que nos ajudam a celebrar o Natal com "Donde Vas Campurrianuca".
Para abrir um novo ano, o Gramofone traz a canção de José Cid com que os Green Windows ficaram em 2º lugar no Festival RTP da Canção de 1974: "No Dia em Que o Rei Fez Anos". Por pouco, as portas de Abril não se abriram de par em par com esta celebração em jeito medieval.
Em 1977, Lenita Gentil era uma das intérpretes a dar voz a composições de José Cid. Nessa altura, a sua carreira musical levava mais de uma década, contudo a união às composições de Cid é hoje pouco recordada, pelo que o "Gramofone" a recupera com o videoclip feito pela RTP para a canção "Na Longa Estrada da Vida".
A Chave é o nome de um grupo de rock da viragem dos anos 60 para os 70 que é o destaque no "Gramofone" de hoje. Apesar de não terem chegado a gravar nenhum disco, apresentaram-se ao vivo no "Zip-Zip", em 1969, e entraram na peça de teatro televisivo "Transmissão Interrompida". Ora é justamente com a versão da música "Gloria", dos Them, constante dessa peça, que o grupo A Chave é aqui recordado.
Os duetos foram sempre uma constante na carreira de António Calvário e hoje o "Gramofone" apresenta um que na altura o juntou à então já consagradíssima voz de Maria de Lourdes Resende. A música "A Terra" era um original francês do qual apresentamos a versão nacional num bucólico videoclip que, à sua forma, retratava o Portugal de 1962.
Hoje o "Gramofone" recua de novo a 1961 e ao programa "Férias de Verão", onde já apresentámos os Conchas e o Conjunto de Mário Simões. É precisamente este último grupo que aqui nos surge a acompanhar o cantor João Luís, que nesta altura grava um par de discos em que, de certa forma, assume o papel de "ídolo juvenil" tão em voga nos E.U.A., por cantores como Paul Anka ou Johnny Tillotson.
Um dos cantautores com uma das carreiras mais longas no nosso panorama musical, Pedro Barroso está hoje no "Gramofone" com um momento histórico. No Natal de 1981, o músico estreia no "Natal dos Hospitais" um tema que viria a ser um dos clássicos da sua obra: "Cantarei", que no ano seguinte é incluído no álbum "Cantos à Terra-Madre".
Do Grupo de Baile todos recordamos o grande sucesso de "Patchouly". No entanto, este conjunto oriundo do Seixal gravou, em pleno boom do rock português, outros dois singles praticamente esquecidos. Com a energia que o grupo sempre demonstrou, o "Gramofone" traz nesta emissão uma interpretação ao vivo, em 1982, do tema "Vocalista Rock".
No espectro da música erudita em Portugal, Jorge Peixinho destaca-se como um dos nomes mais marcantes, quer como compositor ou intérprete, quer como fundador do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Neste "Gramofone", recuamos a 1971 e a um programa em que o músico apresenta o seu "Estudo n.º 1", editado em disco no ano seguinte.
Tony de Matos é um dos cantores portugueses mais marcantes de todos os tempos, pela sua voz e pela força e emotividade das interpretações. Com um repertório tão vasto, o "Gramofone" de hoje mostra-o em 1965, no programa "Riso & Ritmo", dando voz a uma versão da canção italiana "Vai con Lui", acompanhado pela orquestra de Jorge Costa Pinto.
O Brasil toma conta do "Gramofone" de hoje: com Caetano Veloso e Gilberto Gil, tudo é permitido! O ano é 1969 e os dois arautos do movimento que não o queria ser, "o tropicalismo", são expulsos do seu país pelo regime militar então no poder. A caminho de Londres, gravam em Lisboa uma emissão do programa "Zip-Zip", na qual apresentam esta versão conjunta da canção "Alfômega".
No rescaldo de mais um Festival, o "Gramofone" viaja a 1973 e à histórica vitória de Fernando Tordo. Em casa, com amigos, a RTP captou-o num momento descontraído em que canta excertos das duas canções a que deu voz nesse Festival: "Carta de Longe" e a vencedora "Tourada", ambas com letra de José Carlos Ary dos Santos.
Hoje o "Gramofone" entrega-se às paisagens sonoras saídas da guitarra de Carlos Paredes. No Verão Quente de 1975, a RTP transmitia um programa com a suite "O Ouro e o Trigo", da autoria do músico, e o excerto que mostramos tem por título "A Montanha e a Planície".
No rescaldo de mais um Festival, o "Gramofone" viaja a 1973 e à histórica vitória de Fernando Tordo. Em casa, com amigos, a RTP captou-o num momento descontraído em que canta excertos das duas canções a que deu voz nesse Festival: "Carta de Longe" e a vencedora "Tourada", ambas com letra de José Carlos Ary dos Santos.
Hoje o "Gramofone" entrega-se às paisagens sonoras saídas da guitarra de Carlos Paredes. No Verão Quente de 1975, a RTP transmitia um programa com a suite "O Ouro e o Trigo", da autoria do músico, e o excerto que mostramos tem por título "A Montanha e a Planície".
Grupo pioneiro na divulgação da Música Antiga em Portugal, os Segréis de Lisboa contam já com mais de 40 anos de atividade. À sua frente tem estado sempre Manuel Morais, que foi também professor no Conservatório de Lisboa. Hoje, no "Gramofone", vamos encontrar o grupo numa recriação da canção seiscentista "Par Deus Bem Andou Castela", captada pela RTP em 1986.
Humor e talento são duas palavras essenciais para descrever um dos grandes atores do séc. XX português. Mas Raul Solnado, a estrela de hoje no "Gramofone", fez ainda questão de ter uma prolífica carreira discográfica, não se esquivando até a cantar. Em 1978, numa gala de solidariedade para com o Sindicato das Artes e Espetáculos, encontramo-lo numa divertida versão do popular tema "Malmequer".
Um dos nomes mais particulares da História do Fado é o de António dos Santos, intérprete e compositor que misturava ao género a dolência da balada. Hoje, num momento captado pela RTP em 1964, o "Gramofone" traz o seu talento no clássico "Minha Alma de Amor Sedenta", que já conheceu versões por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho ou Mísia.
O rock progressivo invade hoje o "Gramofone" com uma das bandas mais marcantes do género: os Tantra. No final da década de 70, o sucesso chegava através de álbuns como "Mistérios e Maravilhas" e "Holocausto", chegando a encher o Coliseu dos Recreios e consequentemente a abrir o caminho para o famoso boom do rock de 1980. O momento de hoje é de 1979 e mostra os Tantra em estúdio com a composição "Ji".
O nome de João Maria Tudela é conhecido do grande público pelo sucesso estrondoso obtido com "Kanimambo", ainda na década de 50. Neste "Gramofone", mostramos o cantor noutra canção então bem popular: a "Marcha do Soldado". Estávamos em 1964, em plena Guerra de África, e Tudela estava prestes a iniciar uma nova fase na sua carreira, com textos de denúncia social.
Hoje o "Gramofone" volta ao rock, com os Beatnicks a navegar por águas pesadas, com uma das bandas sobreviventes da histórica década de 60. A RTP captou-os ao vivo em 1978, no Pavilhão de Cascais, onde fizeram a primeira parte dos franceses Pulsar. "Somos o Mar" é o original que apresentam, numa formação que tinha como vocalista Tó Leal e onde pouco antes tinha estado Lena d´Água.
Um dos nomes maiores do fado, Fernando Maurício, é também a grande referência de uma das vozes mais distintas de hoje, a de Ricardo Ribeiro. Com "Despertar", momento captado pela RTP em 1975 e hoje trazido ao "Gramofone", percebe-se parte das razões para tão grande e justa reverência.
Daniel Bacelar é um dos pioneiros do rock em Portugal, sendo de sua responsabilidade metade do histórico disco "Caloiros da Canção 1", editado em 1960, e a outra metade pertence aos Conchas. Na edição de hoje apresentamos um momento captado para o programa "Sheiks com Cobertura", em 1980, quando a carreira musical tinha já ficado para trás, recordando uma das músicas da sua vasta discografia - "Never Be Anyone Else But You".
O nome de Gina Maria pode dizer pouco ao público de hoje em dia, mas quem estava atento à canção ligeira nas décadas de 60 e 70 recorda-a como uma das vozes que mais popularizou o reportório de matriz folclórica, especialmente da autoria de Arlindo de Carvalho, de quem cantou canções como "Hortelã Mourisca" ou "Chapéu Preto". No entanto, hoje no "Gramofone" a cantora surge com "Ri Que Faz Bem", dentro da estética da canção romântica em voga na viragem dos anos 50 para 60.
Quando o humor e a música coabitam, o resultado pode ser a carreira discográfica de Herman José. Hoje, o "Gramofone" recua a 1977 para mostrar a versão de uma canção espanhola da época e que o humorista e apresentador transforma na divertida "História do Capuchinho Rodrigues Monteiro".
Um dos ídolos musicais da década de 60, Victor Gomes surge hoje aqui no "Gramofone" num momento captado pela RTP ao lado dos seus Gatos Negros. "The House of the Rising Sun" acabaria por não fazer parte do EP que então publica, mas fica como um dos testemunhos audiovisuais da energia pura deste rocker indomável.
Em 1975, Paco Bandeira grava um de vários trabalhos com arranjos de Jorge Palma: "O Alentejo Quer um Homem Que Saiba Mandar". No final desse ano, a RTP apresenta um programa especial com as músicas do disco, do qual faz parte o pouco conhecido e bem acutilante (liricamente e musicalmente) "Dom Roberto", que hoje apresentamos no "Gramofone".
Sempre nas franjas da indústria, os Pop dell´Arte têm já um percurso de mais de 30 anos que lhes granjeou a admiração de várias gerações. Neste momento captado em 1987 para o programa "A Quinta do Dois", apresentam o tema "Mai 86", editado no maxi single "Querelle/Mai86" uns meses antes da estreia em álbum, "Free Pop", no final desse ano.
Num momento ainda inicial da sua carreira, com o primeiro álbum a um ano de ser publicado, os Delfins surgem neste "Gramofone" com uma curiosa versão - bastante alterada, por sinal - do tema "Salva-Vidas", do único disco do duo Clube Naval. Estávamos em 1986 e o grupo de Miguel Ângelo e Fernando Cunha atuava na Estufa Fria, integrado no Festival Jovem 86.
Madalena Iglésias foi uma das vozes mais marcantes da década de 60 portuguesa. Neste "Gramofone" mostramo-la com uma das três músicas que levou ao Festival RTP da Canção de 1966, "Caminhos Perdidos". Classifica-se em 3.º lugar, mas Madalena é a vencedora da noite com o clássico "Ele e Ela". Oportunidade para conhecer um momento menos recordado da carreira da cantora, que nos deixou em Janeiro deste ano.
O "Gramofone" desta semana traz os sons experimentais da Anar Band, grupo formado na década de 1970 por Jorge Lima Barreto e que contou com Rui Reininho na guitarra. Numa performance captada em 1979 para o programa "Obrigatório Não Ver", de Ana Hatherly, chega-nos também a poesia de Ernesto Manuel de Melo e Castro (um dos introdutores da poesia experimentalista em Portugal), dita ao vivo pelo próprio, cruzando-se assim a literatura e a música de uma forma que ainda hoje nos surpreende.
"Destruição", canção onde o título é repetido várias vezes no refrão, é o momento mais recordado da carreira dos CTT (Conjunto Típico Torreense) e um dos baluartes do famoso "boom" do rock português. Neste "Gramofone", mergulhamos mais fundo na memória e trazemos a música "Hora de Ponta", que viria a ser editada em single em 1982, mas que aqui nos surge ao vivo no programa "Sabadabadú" uns meses antes.
A música de Chico Buarque é um dos patrimónios seguros da cultura brasileira e chega hoje aqui ao "Gramofone" por via de uma sua apresentação em Portugal. Estávamos em Março de 1978 e José Nuno Martins produzia um programa especial com o músico, de título "Os Fados Tropicais de Chico Buarque", e é nele que encontramos esta versão de "O Cio da Terra", com acompanhamento do Coro Feminino do Grupo de Ação Cultural - Vozes na Luta.
A comemorar 50 anos de carreira a solo, contados desde a sua vitória no Festival da Canção de 1968, com "Verão", Carlos Mendes é o nome em destaque no "Gramofone" de hoje. Quinze anos depois desse momento inaugural, encontramo-lo em plena promoção do quarto álbum de estúdio, "Triângulo do Mar", com um dos clássicos da sua carreira: "Seripipi de Benguela".
Por terrenos do fado, hoje o "Gramofone" homenageia Celeste Rodrigues, que nos deixou neste ano de 2018, depois de celebrar 95 anos de vida e 73 de carreira. "O Meu Xaile", com letra do ator Varela Silva, surge aqui com imagens de uma curta-metragem apresentada na RTP em 1965, e mostra-nos a fadista numa das décadas mais fervilhantes da sua carreira.
Para muitos, o nome em destaque neste "Gramofone" será uma revelação: sim, Nicolau Breyner, que todos conhecemos e respeitamos como um dos maiores atores nacionais dos últimos sessenta anos, teve também uma carreira como cantor. A paragem de hoje é assim no Festival da Canção de 1968, onde Nicolau interpretou "Pouco Mais".
Francisco Fanhais foi padre nos últimos anos do Estado Novo e foi através do sacerdócio que deu voz ao seu protesto. Gravou dois discos na viragem da década de 60 para 70, mas este "Gramofone" mostra-o já em 1981, num programa apresentado por Manuel Alegre para a RTP, com a canção "Porque".
O "Gramofone" apresentado navega pelas águas do heavy metal nacional, tendo como anfitriões os V12. Editaram apenas um álbum, em 1990, mas ficaram na história como uma das raras bandas de então a tentar o género de forma séria entre nós, incorporando diversos músicos que viriam a dar cartas até aos dias de hoje e em géneros bem distintos.
Em 1984, um ano antes da morte de Milo MacMahon e da consequente dissolução do Duo Ouro Negro, grupo que o músico mantinha com Raul Indipwo desde finais da década de 50, ambos surgem num programa da RTP. Neste "Gramofone" vamos então revisitar uma das músicas aí interpretadas, o "Fado do 31", ao lado do cantor Carlos Bastos e da pintora Maluda.
Uma das vozes mais versáteis da década de 60 em Portugal foi sem dúvida a de Teresa Paula Brito. Soul, gospel, folk, jazz, rock e os universos de José Afonso fazem parte do seu legado, que chegou a passar pelo Festival RTP da Canção. Neste "Gramofone", recordamo-la com um momento captado pela RTP em 1990, num programa de Júlio Isidro, em que canta "Verdes Anos".
O Grande Concurso do Ié-Ié que teve lugar no Teatro Monumental, entre 1965 e 1966, sagrou como vencedor o grupo Os Claves. A carreira deste quinteto pop rock deixou apenas dois discos registados, ambos em 1966, e é a esse mesmo ano que este "Gramofone", para apresentar a versão que então fizeram de "Somebody Help Me", dos ingleses Spencer Davis Group.
O "Gramofone" traz à luz um programa da RTP com 56 anos: chama-se "Prenda de Natal". Nele juntaram-se algumas das vozes mais consagradas do panorama da nossa canção ligeira. Neste caso, é Mimi Gaspar a solista interprete de "Chegou o Natal", uma música do também maestro Fernando Carvalho.
Gimba, Jorge Galvão e Nuno Faria eram os três nomes por trás dos Afonsinhos do Condado, um dos grupos que conquistou a cena musical nacional de finais dos anos 80. Neste "Gramofone", recordamo-los com "É Hoje o Dia", num programa especial de passagem de ano realizado há exatamente 30 anos.
Neste "Gramofone" trazemos Carlos Paião com a canção que dava título ao seu primeiro single: "Souvenir de Portugal". Estamos em Fevereiro de 1981, a poucos dias da vitória do músico no Festival RTP da Canção com "Play-Back". As imagens são do programa "Eu Show Nico".
Artur Garcia é um dos nomes mais conhecidos da canção ligeira na década de 60 e teve várias participações no Festival RTP da Canção. No entanto, nunca viria a vencer o certame, sendo a canção "Porta Secreta" em estilo pop, com a qual participa em 1967, o seu momento mais recordado.
"Somos Livres" é uma das canções mais recordadas do período pós-1974 e é o destaque deste "Gramofone". Ermelinda Duarte, também atriz, é quem a canta e surge aqui acompanhada por Braga Santos, na guitarra, num momento captado pela RTP em 1975.
O ressurgimento do cavaquinho em termos de grande popularidade no nosso país deve muito ao álbum que Júlio Pereira publicou em 1981 com o nome desse pequeno cordofone. Neste "Gramofone" recordamos a "Moda do Entrudo", apresentada no programa "Vivamúsica", de 1982.
Um dos nomes da canção ligeira nacional que deixou bem cedo o palco da vida foi o de Maria Marize. Neste "Gramofone", recordamo-la com um momento captado pela RTP em 1959, em que interpreta o clássico brasileiro "Estrada do Sol", que mais recentemente foi gravado por Teresa Salgueiro e por Carminho.
O nome de Márcio Ivens é conhecido de todos os portugueses que viveram a década de 70: "Bilu Tetéia", em 1976, foi um estrondoso sucesso em disco e na rádio. Mas a carreira do cantor brasileiro tinha começado bem antes e o "Gramofone" recorda-o pouco depois da sua chegada a Portugal, em 1969, com uma versão de "That Old Black Magic" captada no programa "Riso & Ritmo".
Hoje o "Gramofone" recebe a voz e a expressividade de Beatriz da Conceição. Mas se o seu "ex-libris" se chama "Meu Corpo", com versos de José Carlos Ary dos Santos e música de Fernando Tordo, hoje recordamo-la com uma música do reportório de outro grande: é "Lisboa, Menina e Moça" (letra de Joaquim Pessoa e José Carlos Ary dos Santos, música de Paulo de Carvalho e Fernando Tordo), que nunca veio a ser gravada por Beatriz, aqui captada num programa especial de fim de ano em 1976 pela RTP.
"Os Mitos" é o título da canção de hoje no "Gramofone", mas poderia ser também o epíteto para os dois músicos em destaque: José Cid e Tozé Brito, aqui reunidos em palco e captados pela RTP em 1989.
Um dos últimos cantautores a ser revelado no período pré-1974 foi Samuel, que hoje está em destaque no "Gramofone" com "Desafronta", uma canção do seu primeiro álbum. O ano é 1981 e o momento faz parte do programa "Sabadabadu", com Ivone Silva e Camilo de Oliveira.
Apesar de alguns afloramentos na primeira metade de 70s, o rock progressivo explodiu em Portugal já depois de 1974. Com composições de José Luís Tinoco, o álbum "Homo Sapiens", dos Saga, explora o género e junta-lhe elementos de jazz, sendo publicado em 1976. Neste "Gramofone" vamos conhecer um fragmento de uma das músicas do disco, única peça existente no arquivo da RTP.
O fado conheceu ao longo do séc. XX várias vozes maiores, todas elas com cunhos bem vincados. Hermínia Silva é sem dúvida uma delas, com uma carreira que se estende dos anos 20 até aos anos 80. É precisamente em 1980 que a encontramos neste "Gramofone", com uma interpretação de "Ser Fadista" captada no programa "Sheiks com Cobertura".
Manuel Vargas é um nome que atualmente dirá bem pouco à generalidade do público, mas na primeira metade da década de setenta o seu percurso musical foi bem divulgado. Em 1972, surge no Festival RTP da Canção com "Vem o Caminheiro", que acaba por se classificar em 3º lugar e é recorda neste "Gramofone".
Uma das damas do rock nacional dos anos oitenta é, por mérito próprio, Adelaide Ferreira. Hoje o "Gramofone" recua mais de três décadas na sua carreira para a mostrar num videoclip para a canção "Não, Não, Não", produzido pela RTP em 1987.
O fado de Cidália Moreira foi sempre o de cantar com garra e sentimento desde que começou a sua carreira, na década de 60. Aqui neste "Gramofone" mostramo-la a interpretar "El Porompompero", numa gravação efetuada pela RTP, em 1975, e em que surge acompanhada à guitarra pelo seu companheiro de então, o professor Karma.
Eugénio Pepe foi um dos músicos mais polivalentes na década de 60 quer como intérprete, quer como compositor. Com Armando Cortez e Francisco Nicholson, fez parte da equipa criativa do programa "Riso & Ritmo", revisitado neste "Gramofone" com a divertida canção "Ai Barba", em 1966.
Logo após o 25 de Abril, José Afonso encontra Georges Moustaki aquando de uma visita do músico francês a Portugal e ambos são filmados para a RTP. Este "Gramofone" mostra-os a cantar "Milho Verde", um tema tradicional que Zeca popularizara.
O fado teve vários nomes que o souberam aliar com mestria à componente do humor e este "Gramofone" traz um deles: Joaquim Cordeiro, dono de uma carreira de sucesso nessa área e com cultores até aos dias de hoje. O ano é 1975 e a canção chama-se "Guitarra Não os Acordes", uma paródia a um êxito italiano da época.
Oriundo do Barreiro, o grupo "Perspectiva" foi uma das propostas mais curiosas do rock progressivo em Portugal, e nele incluía-se Tó Pinheiro da Silva, atualmente um dos mais reputados técnicos de som. Em consonância com o pico tardio do género entre nós, estamos neste "Gramofone" no ano de 1979 e com o videoclip da música "O oitavo Sorriso".
O Festival RTP da Canção teve edições em que contou com convidados de renome para abrilhantar a noite. Foi o caso da edição de 1977, que sagraria como vencedores o grupo Os Amigos e a música "Portugal no Coração" e em que os americanos Walker Brothers, que se tinham reunido pouco antes, apresentaram algumas das canções do seu percurso de então e da sua fase original na década de 60. Neste "Gramofone", vamos ouvi-los com "No Regrets".
António Calvário ficará recordado para sempre como o vencedor do 1.º Festival RTP da Canção e, consequentemente, como o nosso primeiro representante na Eurovisão. No entanto, a sua carreira começou uns anos antes de 1964 e o "Gramofone" de hoje recorda o seu primeiro êxito, "Regresso", num momento captado pela RTP, em 1983.
Em 1989, os Mão Morta tinham já o seu primeiro álbum editado, que abria precisamente com "E Se Depois". É essa a canção em destaque neste "Gramofone", uma oportunidade de recuar trinta anos na carreira de um dos grupos portugueses mais insubmissos.
Conhecido como acordeonista mas também como maestro, Filipe de Brito teve uma carreira na década de 60 e início da de 70 que tentava não ser convencional. Neste "Gramofone" vamos vê-lo com a inusitada composição "Complications", de 1967, onde o acompanhamento é feito por músicos de rock!
Um dos talentos que o Festival da Canção de 1980 revelou ao grande público foi o de Dina. Apesar de a cantora e compositora ter gravado dois discos pouco depois do 25 d Abril, seria só a nova década que a tornaria verdadeiramente popular. "Pássaro Doido" é o nosso momento de hoje no "Gramofone", onde se mostra uma jovem Dina plena de energia!
O Festival de Jazz de Cascais rompeu barreiras logo desde o início, em 1971, ainda em tempo de ditadura. No "Gramofone" de hoje trazemos a edição de 1984, onde marcou presença o lendário saxofonista americano Pharoah Sanders. Nome maior das explorações free jazz, surge aqui com o standard "Too Young to Go Steady".
As músicas de África chegavam a Portugal muito por via de cantores que se estabeleciam na então metrópole, como foi o caso maior do Duo Ouro Negro. Também de Angola, Lilly Tchiumba chegou a participar no Festival RTP da Canção, em 1969. No "Gramofone" de hoje, recuamos mais dois anos e ouvimo-la com a canção "Segredo do Sertão", que não chegou a gravar em disco.
Nunca receando pôr os dedos nas feridas, mas nunca recusando também a sensibilidade poética, a obra de Maria Guinot tem uma dimensão que ainda está em grande medida por conhecer. Neste "Gramofone" revisitamo-la, dois anos depois da histórica vitória no Festival da Canção de 1984, com uma menos conhecida "Homenagem às Mães da Praça de Maio".
Em pleno "boom" do rock em Portugal, surge no Porto um grupo liderado por músicos veteranos de outros projetos nacionais. São os Roxigénio e parte da sua diferença residia no facto de terem feito o seu percurso com canções em inglês quando todos os grupos tinham mudado agulhas para o português como nova "língua franca". Neste "Gramofone", apresentamo-los com "Cathy", em 1983.
"O Fado de Ser Fadista" é a canção em destaque neste "Gramofone". Recuamos ao ano de 1962 e à voz e talento de Carlos Ramos, que ficou também conhecido por muitas vezes se acompanhar a si próprio à guitarra portuguesa e também por ser autor de algumas das canções do seu repertório.
Conhecida hoje em dia mais por conta do verde do seu cabelo do que propriamente pela música, a cantora Maria José Valério começou a sua carreira ainda muito jovem. Neste "Gramofone", visitamo-la em plena década de 60, com o swing canção "Meu Amor é Italiano", de Eduardo Damas e Manuel Paião.
Os TAXI foram um dos grupos mais populares do pop rock nacional na década de 80 e um dos nomes impulsionadores do chamado "boom" do rock de então. Neste "Gramofone", estamos em 1984, com a canção "Revólver", do popular álbum "Cairo", apresentada no programa "1, 2, 3".
Nos tempos quentes do pós-revolução, o Grupo de Ação Cultural - Vozes na Luta foi uma das formações musicais que mais se distinguiu. Com José Mário Branco à cabeça, as suas canções serviram de hinos para muitas causas, provando que a cantiga é mesmo uma arma - como no título do momento aqui recordado neste "Gramofone", em 1974.
No final do ano de 1969 chegava ao fim, de forma abrupta, a vida de uma cantora que era então bem popular. Mirene Cardinalli, que começou por se destacar em Angola, tinha gravado dias antes uma emissão do programa "Riso & Ritmo", onde apresentou a "Canção Restaurante" que ficaria inédita em disco e que hoje é recordada aqui no "Gramofone".
Um dos mais destacados grupos pop rock da década de 60 está hoje aqui no "Gramofone". É o Conjunto Académico João Paulo, oriundo da Madeira. "Hully Gully do Montanhês" é ainda hoje o seu tema mais recordado, mas da sua vasta discografia visitamos "Balada a uma Rapariga Triste", ao vivo na RTP em 1967.
Teresa Silva Carvalho foi uma das vozes do fado que surgiu no final da década de 60 e que desde logo prendeu a atenção de muitos. Neste "Gramofone" estamos em 1970, com o fado "Amor Tornado Momento", mais um registo de uma carreira onde o repertório andou sempre próximo das músicas tradicionais e onde se incluiu também o Festival RTP da Canção.
Com um percurso iniciado ainda nos anos 50, o Trio Odemira é responsável pela divulgação entre nós de repertórios latino-americanos de várias épocas. Sempre com as vozes de Carlos e Júlio Costa, a paragem hoje é em 1964 em que ao lado dos irmãos Costa surge José Ribeiro na interpretação de "Cucurrucucú Paloma".
"Há Que Violentar o Sistema" foi o grito de guerra dos Aqui d'el Rock, banda de Lisboa que, em 1978, fez história ao ser a primeira formação punk a gravar um disco. Na mesma altura, a RTP produz um videoclip para a música, hoje recordada neste "Gramofone".
Na viragem dos anos 50 para 60, o Conjunto de Toni Hernandez foi um dos grupos que se destacou, a partir do Porto. Ao nível da edição discográfica, foi um dos conjuntos que mais gravou, apesar de a sua versão de "You Do Something to Me", de Cole Porter, ter ficado inédita nesse formato. Bem-vindos ao ano de 1961 no "Gramofone" de hoje.
O grupo Terra a Terra está neste "Gramofone" com um momento captado ao vivo no "Natal dos Hospitais", em 1981. A canção é o tradicional "O Rapaz do Casaquito" e, entre outras, traz as vozes de Ana Faria e de Mário Piçarra, elementos do grupo e com carreiras a solo antes e depois.
Este "Gramofone" viaja a terras estrangeiras através do intérprete Charles Trenet, um dos nomes grandes da canção francesa. Com efeito, este vídeo de 1962 mostra-o numa atuação no Casino Estoril a interpretar a sua canção "La Mer", composta em 1946.
O ano é 1976 e a voz em destaque neste "Gramofone" é a da atriz Vera Mónica. Estamos em palco e a assistir à versão portuguesa do musical "Godspell", neste caso com a canção "Aonde Vais", com acompanhamento do Quarteto 1111.
As imagens que aqui vemos foram captadas para um programa da série "Um Dia com...", dedicado a Sousa Barros, então Director da Escola Preparatória António da Costa, em Almada. Mingas surge a cantar no meio de um grande grupo de crianças, prenunciando quase a temática da que é talvez a sua canção mais conhecida, “Os Meninos de Huambo” – com letra de Manuel Rui Monteiro e gravada por Paulo de Carvalho em 1985. Da autoria do músico é também outra letra, neste caso a do Hino de Angola, tendo Mingas sido também embaixador do seu país em Portugal entre 1989 e 1995. São, sem dúvida, outras músicas!