Neste episódio, recebemos o pesquisador e professor Marcos Queiroz para uma conversa profunda sobre como a questão racial atravessa o ensino jurídico. Ele compartilha sua experiência na academia, refletindo sobre como tem trabalhado para racializar disciplinas do Direito, mesmo aquelas que, à primeira vista, parecem afastadas do tema.
Neste episódio, recebemos Irapuã Santana, Doutor em Direito Processual pela UERJ, pesquisador de acesso à justiça e igualdade no processo, colunista de O Globo, ex-assessor no STF e no TSE, procurador municipal por uma década e voluntário da EDUCAFRO. Com uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e pelo compromisso com a promoção da igualdade racial, Irapuã compartilha sua história — da infância à formação na UERJ — e reflete sobre como ancestralidade, educação e oportunidade se cruzam ao longo de seu caminho no Direito.
Em nosso terceiro episódio, Amarílis Regina Costa da Silva — advogada, professora, pesquisadora e doutoranda pela USP — provoca uma pergunta urgente: como transformar um ensino jurídico que ainda insiste em ignorar raça?
No novo episódio do mesacast da Cátedra Eunice Prudente, recebemos Alessandra Benedito, professora, pesquisadora e uma das vozes mais influentes na luta por equidade racial e de gênero no mundo jurídico e no mercado de trabalho. Alessandra traz uma trajetória que desafia confortos e questiona estruturas. A conversa atravessa suas origens, o caminho até o doutorado e a construção de uma atuação profissional radicalmente comprometida com a justiça racial.
No último episódio da temporada do mesacast Para dar Tom ao Direito, recebemos Rosana Rufino — advogada, professora, pesquisadora, mãe e uma das principais articuladoras do debate antirracista na advocacia brasileira.
Acesso à justiça não é apenas entrar no Judiciário, é ser reconhecido, ouvido e protegido em um sistema que historicamente exclui. Na segunda temporada do Para dar Tom ao Direito, o debate ganha corpo a partir da perspectiva racial, atravessando territórios, instituições e experiências concretas de quem vive e enfrenta as desigualdades no cotidiano. Ao longo dos episódios, pesquisadoras, ativistas e profissionais do Direito mostram que justiça não se limita aos tribunais: ela se constrói nas periferias, nos quilombos, nos movimentos sociais, nas políticas públicas e nas disputas por memória, território e futuro. Entre sistema penal, direito à moradia, justiça socioambiental, atuação institucional e organização coletiva, a temporada revela os limites de um modelo jurídico que ainda opera de forma seletiva e aponta caminhos possíveis para transformá-lo. Mais do que respostas, esta temporada propõe um deslocamento: repensar quem acessa a justiça, como acessa e o que ainda precisa mudar pa
No primeiro episódio da nova temporada, recebemos Dina Alves, advogada, pesquisadora e histórica militante dos Direitos Humanos, para uma conversa que atravessa sistema penal, racismo estrutural e resistência. A partir de sua trajetória ao lado de vítimas da violência do Estado e no enfrentamento ao encarceramento de mulheres negras, Dina tensiona os limites do próprio conceito de justiça.
Neste episódio, conversamos com Suelen Nascimento, comunicadora popular e liderança do Jardim União, sobre como o acesso à justiça se constrói na prática, entre ocupações, organização coletiva e luta por moradia digna.
Neste episódio, recebemos Vercilene Dias, advogada quilombola e referência na defesa jurídica de comunidades tradicionais, para repensar o acesso à justiça a partir dos territórios. A conversa atravessa racismo institucional, consulta prévia, conflitos socioambientais e incidência internacional, revelando os limites de um sistema jurídico que ainda resiste a reconhecer sujeitos coletivos e modos de vida não hegemônicos.
Neste episódio, conversamos com Vinicius Silva, defensor público e pesquisador, sobre os bastidores institucionais da luta por igualdade racial dentro do próprio sistema de justiça. Entre teoria e prática, o episódio percorre o trabalho da Defensoria Pública, os desafios dos núcleos especializados e as disputas em torno das ações afirmativas e do projeto de Estado brasileiro.
No último episódio da temporada, recebemos Thaynah Gutierrez, pesquisadora e articuladora na agenda de justiça climática, para uma conversa que desloca o debate jurídico para os territórios mais impactados pelas mudanças ambientais. Falamos sobre ação coletiva, periferias como espaços de produção de soluções, os limites de um sistema jurídico que reage mais do que previne e as disputas por voz e poder em arenas globais como as COPs.