Revisitamos o 29 de maio de 1453 para além do clichê da “queda”, explicando por que muitos historiadores preferem falar em **Conquista de Constantinopla** e como essa escolha altera a narrativa histórica. Partimos da Bizâncio mítica à Constantinopla de Constantino, a Segunda Roma, marcada por suas muralhas teodosianas, pela Hagia Sophia e pelo forte valor simbólico como último bastião da ortodoxia cristã e cidade desejada no mundo islâmico. Analisamos o longo declínio bizantino, afetado por crises, perdas territoriais e pela Quarta Cruzada, em contraste com a ascensão otomana, apoiada na disciplina dos janízaros, no uso da pólvora e na ambição de Mehmed II. No cerco de 1453, destacamos os canhões, a manobra dos navios por terra, a defesa de Giovanni Giustiniani e a morte de Constantino XI, além de seus legados para Istambul, o comércio, o Renascimento e a memória histórica. Equipe de Gravação: Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy, Maria Oliveira, Marcelo de Matos, Matheus Silveira.